quinta-feira, 31 de março de 2011

Ronaldo Fenômeno e Fabiano Farah

Entrevista com Ronaldo sobre a gestão da sua carreira, comentada por Fabiano Farah, Diretor Executivo do Grupo R9

Normalmente, quando se pensa em Ronaldo, as pessoas têm a visão de uma única pessoa: você. Existe alguma estrutura montada para cuidar da “Ronaldo S.A.” e como funciona esta estrutura? Ronaldo: Sim, a minha carreira e imagem são gerenciadas como um negócio com toda a estrutura de uma grande empresa. Esta empresa é o Grupo R9. O Fabiano Farah, alem de ser o meu representante, é o Diretor Executivo do Grupo R9. O Grupo R9 controla diretamente ou através de parcerias todos os assuntos ligados à minha carreira profissional, imagem e negócios. Nas áreas em que atuamos com parcerias, nós procuramos sempre buscar empresas líderes nos seus segmentos de mercado. Por exemplo, na área jurídica, nós contamos com a assessoria da Garrigues, um dos maiores escritórios de advocacia da Europa, que no Brasil é representada pela BMA (Barbosa Müssnich e Aragão). Na área de assessoria de imprensa, nós somos assessorados pela multinacional, In Press PNI, que também faz a assessoria de empresas lideres de setor no Brasil; e na Europa temos a um grande jornalista de renome que trabalha em conjunto com a IN Press PNI. Quanto ao gerenciamento da minha imagem, contamos com a assessoria da Splendor Rights & Sport Management, empresa líder de mercado (com sede em Madrid e escritórios por toda Europa, América Latina, Ásia e EUA) dedicada a gerência e exploração de direitos de imagem de atletas e celebridades.

Como são tomadas as decisões sobre a sua participação em negócios e atividades extra-futebol? Você as toma pessoalmente, ou esse tipo de decisão é tomado diretamente por seus assessores?
Ronaldo: Todas as decisões são tomadas por mim. Os projetos que chegam até mim, passam por um processo de análise criteriosa do Fabiano. O primeiro passo é tirar o projeto do campo emocional e verificar se ele é viável e tem sustentabilidade no longo prazo. A análise da sustentabilidade no longo prazo é importante, pois eu procuro privilegiar projetos que possam contribuir para dar suporte ao meu período pós-carreira. A exemplo de grandes empresas, em alguns casos, nós fazemos uma reunião de conselho para que cada parceiro (na área: jurídica, comercial, tributária e fiscal, imprensa e financeira) possa passar a sua visão sobre o projeto, e para que assim eu possa tomar a melhor decisão possível analisando todos os ângulos.

Você mencionou o pós-carreira. Você já tem uma visão do que pensa em fazer depois que parar de jogar futebol?
Ronaldo: Sim, essa visão hoje é muito clara. Eu pretendo dedicar 50% do meu tempo militando em prol de atividades na área social, dedicando-me cada vez mais, o que já venho fazendo como embaixador da ONU. Inclusive já tenho discutido alguns projetos com a ONU nesta área. Nos outros 50% eu pretendo atuar como um empreendedor do esporte. Não penso em ser treinador ou dirigente. É por isto que a análise da sustentabilidade dos projetos é tão importante.

Fabiano, o Ronaldo é conhecido no mundo todo. Você percebe diferenças na forma como a marca Ronaldo é trabalhada em diferentes países, como Espanha, Itália, Brasil e até mesmo Estados Unidos ou Ásia como um todo?
Fabiano:
O que faz do Ronaldo uma “commodity” poderosa é o seu prestigio e poder de escala, em território mundial. O Ronaldo é respeitado, admirado e reconhecido em todos os cantos do mundo. Nós temos uma grande sorte e honra em lidar com a imagem do Ronaldo. Sua imagem é posicionada numa escala global e pode ser quantificada como uma moeda de troca independente de religião, cultura, raça, etnia, classe social e sexo. Isso possibilita ao contratante contar com os serviços do Ronaldo para promover, credenciar, qualificar, o mesmo produto, serviço ou marca para consumidores de diferentes religiões, etnias, cultura, classe social e raça. Portanto o mercado é muito amplo. Alem de notoriedade mundial, o Ronaldo é um dos grandes expoentes de um esporte universal. Ele é embaixador de um esporte de massa. Afinal, são mais de 200 países afiliados à FIFA, num movimento que congrega mais membros do que a própria ONU. Assim, a sua imagem é bastante homogênea oferecendo grande poder de escala a empresas e retorno imediato aos seus contratantes.

Ronaldo, de que forma a sua mudança para o Milan se encaixou na sua estratégia de carreira.
Ronaldo: Eu acho que como o Fabiano comentou, ainda tenho metas que quero atingir como jogador de futebol, por exemplo, conquistar a Champions League. Então, no momento em que ficou claro para mim que o meu ciclo no Real Madrid tinha se encerrado, o Milan era claramente o próximo passo a ser dado. Eu cheguei a ter propostas de vários clubes, algumas até bastante interessantes financeiramente. Mas, para ser bem sincero, eu não cheguei a considerar nenhuma delas. O Milan foi realmente à única opção que eu considerei, pois eu queria partir para um clube que estivesse à altura da minha carreira e que me oferecesse condições para continuar o meu legado e conquistando os objetivos que tenho traçado para a minha carreira.

Se vocês pudessem dar um conselho para essa geração que está começando agora sobre como gerenciar a carreira e imagem, que conselho dariam?
Fabiano: Nunca abuse do prestígio assim como o político não deve, nunca, abusar do poder. A humildade é uma das grandes virtudes do ser humano e não deve ser esquecida pelo prestigio conquistado. Os patrocinadores, quando buscam uma “commodity” (celebridade ou atleta), para endossar seus produtos, serviços ou marcas corporativas, estão buscando um retorno imediato. Os grandes contratantes que utilizam as celebridades/atletas como plataforma de sua comunicação buscam, incansavelmente, nos seus futuros contratados o prestigio como moeda de troca.
Fonte: http://leonardoweb.globo.com/noticias.asp?secao=leo&cod=256

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